segunda-feira, 29 de agosto de 2011

MUITO ALÉM DA COR DA PELE

Eu estou farto desse discurso “politicamente correto” sobre isso ou aquilo. Hoje vou falar sobre racismo, um assunto polêmico e que os politicamente corretos tratam de uma forma absolutamente ridícula.

De uns tempos para cá, o discurso politicamente correto é mais ou menos o seguinte. A cor da pele é algo que representa pouco na diferenciação das pessoas em grupos étnicos. A cor da pele dos seres humanos é uma característica que se desenvolveu há relativamente pouco tempo, levando-se em conta as centenas de milhares de anos de história da evolução da espécie humana. Portanto não faz sentido diferenciar as pessoas em brancos e negros. Um negro do Quênia, por exemplo, pode ser geneticamente mais próximo de um norueguês que um de um negro de Uganda. A cor da pele não é um elemento distintivo relevante.

Esse discurso pode ser bastante útil, pois torna o pessoal da Ku Klux Kan um bando de ignorantes, gente que não entende nada de genética, por isso age (ou agia) de forma tão cruel e irracional. No mundo de hoje, quem defende a supremacia da raça branca é um tremendo babaca. Mas, por outro lado não vou fazer coro a esse discurso politicamente correto de que negros e brancos são biologicamente quase idênticos. Esse é outro argumento igualmente babaca.

 Vamos analisar um simples fato. Hoje os jornais noticiaram que o corredor jamaicano Usain Bolt perdeu a oportunidade de transformar-se em uma lenda. Ele queimou a saída dos 100 metros no campeonato mundial de atletismo e foi desclassificado.

Bem, os jamaicanos não tiveram de lamentar tanto assim, pois a prova foi vencida por Yohan Blake, compatriota de Bolt. Vejam o vídeo.



Uma coisa que passa quase desapercebida nesse vídeo é que há corredor branco competindo na final. Há muitos anos que um branco não chega a uma final dos 100 metros em uma prova de alto nível internacional. A última vez que um branco ganhou essa prova em uma Olimpíada foi em 1972. De lá para cá, a supremacia dos negros tem sido total.

Esse corredor branco, na verdade, é excepcional. O nome dele é Christophe Lemaître, ele é o primeiro branco a conseguir correr os 100 metros abaixo dos 10 segundos. Todavia, mais de 70 negros já conseguiram esse feito antes dele.




Muito bem, se a diferença entre negros e brancos é evidente quando se trata dessa prova de atletismo, por que fora das pistas brancos e negros devem ser considerados completamente iguais? Existe uma diferença biológica entre brancos e negros. Negros são superiores nas provas de corrida em curta distancia, isso é indiscutível. Se essa diferença é assim tão evidente, será que não existem outras?

Para os defensores do discurso “politicamente correto” e idiota, não, não existem. Muito bem, cada um acredita naquilo que quer. No meu caso, digo o seguinte. Quando eu vir noruegueses e suecos correndo tão bem quanto jamaicanos, talvez acredite que a cor da pele é uma diferença apenas cosmética entre bancos e negros.


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